Ontem, debaixo de uma chuva intensa, o meu coração batia um pouco mais forte.
Tive a honra e o privilégio de ser convidada para entregar em mão o livro de vida ao meu querido e tão interessante protagonista de 95 anos, na tarde de celebração dos mesmos anos da sua mulher, que atualmente sofre de demência, e que foi, também ela, uma importante protagonista desta história.
Aliás, não poderia ser de outra maneira, pois é uma daquelas histórias de amor que seria pena que o tempo apagasse.
Quando me viu, abriu muito os olhos com um sorriso que percebi ser de agradável surpresa.
Abriu o embrulho, diante do olhar de toda a família: A presente, e o neto que assistiu via WhatsApp. Folheou o livro, lendo alto os títulos que o levaram, por instantes, para as nossas conversas. Todos gostaram imenso do resultado e eu senti-me no último capítulo de uma história, onde os personagens saíram das páginas para se tornarem reais.
Afinal, já os conhecia a todos, sem nunca os ter visto.
A certa altura, pediu-me mais um beijinho, e agradeceu “a minha paciência em aturá-lo”. Foi um gosto enorme, porque também a mim me ensinou muito. E ficou prometido um almoço quando o tempo melhorar.
E sei que vai acontecer, porque ele náo se esquece.
Pediu uma fotografia com o livro e com a mulher. Estava feliz. Cantei os parabéns com eles e comovi-me, mais uma vez, ao ver o amor deste casal, perpetuado por uma família que ele fez tudo para manter unida.
E conseguiu.
E ainda nem leu os testemunhos dos netos e filhas, que me responderam a perguntas especificas!
Fui-me embora de coração cheio.
Este casal nunca será esquecido. E espero que um dia os seus bisnetos, à volta de uma mesa ou fogueira, possam ler o livro com orgulho, admiração, motivação e colo. E o objetivo destas filhas que ofereceram este tão valioso presente ao pai, terá sido cumprido.
Muitos parabéns, MC. E muitas felicidades para toda a família.
