Todos os dias, nos recantos que compõem as horas, a vida dá-nos desafios e rebuçados.
Com uma mão, atira-nos para a arena, com a outra coloca-nos no caminho a possibilidade de escolher o alimento com que os podemos enfrentar.
Então encontramos motivos para aumentar raivas e frustrações, mais fáceis de reconhecer. Mas também gestos delicados, sorrisos espontâneos, encontros inesperados, gentilezas subtis. Podemos encontrar respostas para o nosso coração inquieto, soluções inesperadas, memórias que se arrumam no momento certo. Então a dimensão dos desafios vai muito para lá deles. Vai com a consciência de que há muito mais à nossa frente, aos lados e até nas costas.
Uma mão, põe-nos à prova. A outra, fica lá, firme, mostrando-nos que nunca estamos realmente sozinhos. Por isso, abra o coração. E, quando menos esperar, ultrapassou o que achava impossível.
Escrever uma história de vida numa sessão única é, acima de tudo, uma reconciliação com as suas memórias e com as suas circunstâncias. O processo é o seu. O texto na 3a pessoa, é a sua oportunidade de se aperceber por dentro da coexistência de tantos mundos num só.
A leitura do resultado é a sua renovação.
Não é um livro. É uma história que fica para si, pelas minhas palavras e pela expressão da sua alma. E o seu passaporte para a coragem que estará ali, como um jarro de água fresca, à sua mão, sempre que dela precisar.
